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Eventos Evangélicos

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Escatologia / as últimas coisas/ capitulo 9 / A visão do Céu - Apocalipse capitulo 4 e 5.



“Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi; aparecem às flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira já deu os seus figos verdes, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem”.  Ct. 2.11-13                                                   

Escatologia: “As últimas coisas”.

Índice       
1. Os Sinais da segunda vinda de Cristo
2.  A Salvação 
3. O Inferno 
4. Os Céus 
5. O Arrebatamento  
6. O Bema de Cristo 
7. As Bodas do Cordeiro 
8. O que está acontecendo no mundo por aí?
9. A visão do Céu 

Existe uma mudança de situação entre os capítulos 3 e 4 adiante, até o 3 fala das sete igrejas da Ásia para o trono de Deus no céu, Deus garante à sua igreja, por intermédio de João, que ele está no trono controlando tudo.

O capitulo 4 e 5 parecem relatar os eventos que ocorrem no céu depois de a igreja ter sido arrebatada, e os capítulos 6 a 8 os eventos que ocorrem na terra após o arrebatamento.

Enquanto no céu, acontece o Bema e as Bodas do Cordeiro, aqui na terra, a angústia, a agonia, a dor, a desordem e o desespero, como nunca houve antes, estarão em mídia.

“A visão do Céu - Apocalipse capitulo 4.
 
As cenas da visão começam no capitulo 4 com uma imagem incomparável do trono de Deus no Céu (v 2-8) E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono.
E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda. Apocalipse 4:2-3

Os interpretes futuristas acreditam que no fim do capitulo 3 acontece o arrebatamento da igreja , entrando no 4 diz “suba para cá” (v. 1). Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. Apocalipse 4:1

O cenário que João viu no capítulo 4.1-3, ele olhou e viu uma porta aberta no céu, uma voz falou com ele “sobe aqui e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer”, então João foi arrebatado em espírito e ele viu no céu um trono e nele o Deus Todo Poderoso estava assentado, e ele identifica Deus como as pedras jaspe e o sardônio (o jaspe é clara como o cristal e o sardônio é vermelho como fogo), e um arco celeste estava ao redor do trono e era semelhante à esmeralda; Essas pedras eram preciosas, os raios de luzes emitidos por elas são símbolos da presença de divina, talvez da para imaginar que a luz dessa grandeza toda tenha formado um raio sobre o trono; essas pedras são a primeira e a última das doze pedras preciosas do peitoral do sumo sacerdote, cada uma com o nome de uma das tribos de Israel, (Êx 28. 17, 21), a visão é majestosa e dá toda reverencia  ao Deus Criador.V.4, E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro. Apocalipse 3:4. Ao redor do trono João viu vinte e quatro tronos e neles assentados vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro; na literatura apocalíptica números acostumam serem simbólicos, assim os vinte e quatro anciãos podem estar representando as doze tribos de Israel e os doze apóstolos; há quem interprete como sendo doze patriarcas e doze apóstolos.
V.5, E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus. Apocalipse 3:5.

As sete tochas de fogo, representam o Espírito de Deus, como o representava o candelabro com sete hastes no tabernáculo, o mar de vidro é semelhante à bacia de bronze no tabernáculo (Êx 25 e 30), símbolo da pureza sem a qual o ser humano não pode aproximar de Deus.

V.6-9, e havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás.
E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando.
E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.
E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre, Apocalipse 3:6-9.

Os quatro seres viventes representam toda a criação e os olhos indicam o conhecimento intimo que Deus possui de todas as suas obras (Ez 1.5-21), os seres viventes, eram, semelhante ao leão, um ao novilho, outro com rosto como de homem e o outro semelhante ao rosto da águia; a águia é considerada a ave mais poderosa no seu mundo; o boi é o mais poderoso entre os animais domésticos, o leão o mais poderoso do reino selvagem e o homem o mais poderoso entre todos. As quatro formas sugerem que tudo o que há de mais nobre, forte, sábio e veloz no mundo natural, inclusive a humanidade, está representado diante do trono, participando do cumprimento da vontade divina e adorando a majestade de Deus. O grego aqui é zoom significa vivente, eles são identificados como seres viventes, entende se geralmente que esses seres viventes são querubins, seres literais de uma ordem angelical; parecem idênticos aos de Ezequiel 1 e 10. Existem muitas variedades de opiniões a respeito desses seres viventes, seja qual for sua identidade especifica, eles juntamente com o céu inteiro adoram aquele que está no trono, num crescendo de louvor a Deus, adoram dizendo: Santo, Santo, Santo...

V.10-11, os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo:
Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.

Apocalipse 3:10-11

Os vinte e quatro anciãos depositam suas coroas aos pés do Deus Criador, pois só Ele é a única fonte de vida.

Apocalipse capitulo 5.

O Livro e o Cordeiro no Céu.

V. 1-8, e vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.
E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?
E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele.
E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele.
E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos.
E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.
E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono.
E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. Apocalipse 5:1-8
João continua descrevendo o cenário no céu, o capitulo 5 é uma passagem fundamental que nos apresenta cenas e personagens no céu; João vê um livro na mão de Deus, o livro se encontra selado para garantir sua autenticidade e manter em segredo seu conteúdo, isto é, o destino do mundo, os propósitos de Deus para toda a criação (Ez 2.9-10 e Dn 10.21), a historia já foi determinada, o conselho celeste vê-se, porém, num impasse porque não há ninguém que possa romper os sete selos que lacra o livro, e se o livro não for aberto, como saberás dos acontecimentos? João diante da situação, põe se a chorar. Em seguida um dos anciãos informa que há alguém digno de abrir o livro, o Messias, descrito aqui como o Leão da tribo de Judá e Raiz de Jessé; João procura o Leão Poderoso, mas vê apenas um Cordeiro como tendo sido morto, o Cordeiro tem sete chifres (símbolo de força), e sete olhos (símbolo de perfeita visão, nada escapa de suas vistas), o sete é o numero da perfeição, à medida que os sete selos são abertos por Jesus, descortina-se diante de João um panorama do futuro, desenrolando até o fim.

V. 9-14, e cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;
E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra.
E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares,
Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.
E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.
E os quatro animais diziam: Amém.
E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre,  Apocalipse 5:9-14.

João usa todos esses símbolos para dizer a seus leitores que Cristo é Supremo. Poderoso, Onisciente e conquistou a vitória por meio da sua morte expiatória e sacrificial na cruz. O ato do Cordeiro evoca um hino de louvor dos seres viventes e dos anciãos, durante o hino, anciãos servem os sacerdotes, aos oferecer taças de ouro cheias de incenso, que representam as orações dos santos. As orações são petições semelhantes às dos mártires que clamam para Deus julgar aqueles que o mataram e as dos remidos cujas preces são seguidas imediatamente pelas trombetas do julgamento de Deus. Num momento anterior, os seres viventes e anciãos entoam um hino a Deus, agora entoam um cântico novo, as hostes celestiais louvam a ele; ele é digno dessa honra. João vê milhares de anjos ao redor do trono; a imagem sugere a honra e o poder infinito daquele que esta no cento de tudo e para o qual os anjos entoam louvores: O Cordeiro.

Enquanto o primeiro hino dessa cena é entoado apenas para Deus e os dois cânticos seguintes são louvores ao Cordeiro, o ultimo hino (v.13 e 14), é o final majestoso no qual todas as criaturas de Deus no céu, na terra e no mar se unem para louvar a Deus Pai e Deus Filho.





Sua irmã em Cristo Rosa Dias







(62) 9188 2681 
           


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